Investigação Científica da Reencarnação e Outros Fenômenos - Dr Fiorini
 

SUMÁRIO

 

APRESENTAÇÃO.................................................................................................................. 4

INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 7

 

1.ª PARTE

CASOS E FENÔMENOS REAIS JÁ REGISTRADOS NA LITERATURA

ESPÍRITA................................................................................................................................ 10

1.1  DOIS CASOS DE REENCARNAÇÕES COM DIGITAIS IDÊNTICAS................. 11

1.2  CARTA DO CASO AMERICANO - ITALIANO DO DR. HENRIQUE

       RODRIGUES.................................................................................................................. 12

1.3  LIVRO: “EU SOU CAMILLE DESMOULINS” (HERMÍNIO MIRANDA).............. 13

1.4  LUVAS DE PARAFINA (MUSEU NACIONAL DO ESPIRITISMO)...................... 14

1.5  DATILOSCOPIA E ESPIRITISMO - CAPÍTULO 24 DO LIVRO “O

       TRABALHO DOS MORTOS”...................................................................................... 15

 

2.ª PARTE

CIÊNCIA OFICIAL (MATERIALISTA)................................................................................... 17

2.1  NOÇÕES SOBRE DATILOSCOPIA.......................................................................... 18

2.2  DERMATÓGLIFOS OU IMPRESSÕES DIGITAIS (MEDICINA FORENSE)....... 20

2.2.1  Coleta das Impressões Digitais............................................................................ 21

2.2.2  Estudo dos Palmistas.............................................................................................. 22

2.3  CIÊNCIA FORENSE (CRIMINALÍSTICA)................................................................. 30

 

3.ª PARTE

CIÊNCIA ESPÍRITA (PSICOBIOFÍSICA)............................................................................. 31

3.1  REENCARNAÇÃO........................................................................................................ 32

3.2  PERISPÍRITO................................................................................................................. 35

3.3  MINIATURIZAÇÃO DO PERISPÍRITO....................................................................... 41

3.4  A ESCOLHA DO ESPERMATÓZOIDE E DO ÓVULO - (HERANÇA

       ESPIRITUAL).................................................................................................................. 44

 

3.5  COMO DESCOBRIR CASOS DE REENCARNAÇÕES OU VIDÊNCIAS

       MEDIÚNICAS INFANTIS.............................................................................................. 50

3.6  INDÍCIOS OU SUSPEITAS DE REENCARNAÇÕES............................................ 52

3.7  MÉTODO COMPARATIVO.......................................................................................... 53

3.8  OUTROS MÉTODOS QUE TAMBÉM PODEM AUXILIAR NA

       COMPROVAÇÃO DA REENCARNAÇÃO (BIOMETRIA)...................................... 54

 

4.ª PARTE

CASOS DE REENCARNAÇÕES, PESQUISAS, INVESTIGAÇÕES

(REPORTAGENS)................................................................................................................. 61

4.1  QUIROMANCIA (VERDADE OU MENTIRA)............................................................ 62

4.2  IMPRESSÕES DO SEXO (MULHERES E HOMOSSEXUAIS)............................ 64

4.3  O QUE OS NOSSOS OLHOS NÃO VÊEM (INFRAVERMELHO)........................ 65

4.4  ANIMAIS QUE POSSUEM DIGITAIS (SÍMIOS)........................................................ 69

4.5  TEMPO DE INTERMISSÃO......................................................................................... 71

RELATÓRIO FINAL.............................................................................................................. 74

REFERÊNCIAS..................................................................................................................... 86

ANEXOS................................................................................................................................. 88

 

APRESENTAÇÃO

 

            O objetivo deste modesto livro de pesquisa científica, visa comprovar a reencarnação ou palingenesia, não mais através de fundadas evidências, ou coincidências, mas sim pelo método comparativo, único na comunidade científica mundial que pretende estabelecer uma relação com vidas passadas por intermédio das impressões digitais, exclusivas de cada pessoa, faces humanas, escritas e até mesmo pelo DNA.

            Todavia, somente poderemos confirmá-la, a partir do momento em que acreditamos no princípio espiritualista, de que há vida após a morte.

            Assim sendo, em outra dimensão, o homem leva consigo características próprias, e registros de vidas pregressas, sobretudo de caráter, personalidade e inteligência, exemplo, tais como: meninos prodígios, autodidatas, gênios e fenômenos de xenoglossia.

            Wolfgang Mozart, aos três anos de idade possuía profundo conhecimento de música em partituras, compositor de parte da música mais sublime que o mundo ouviu, porém foi sepultado como indigente aos trinta e seis anos.

            Cesar Lombrozo, aos quinze anos de idade, já fazia críticas literárias e científicas com referência ao ilustre médico historiador e lingüista italiano, Paulo Marzolo e muitos outros.

            A literatura científica espírita, livros de: João e Nogueira de Faria O trabalho dos mortos, R. Américo Ranieri Materializações luminosas, Paul Golbier e Ernesto Bozzano Materializações de espíritos e outros, vêm comprovar fotograficamente as impressões digitais ou dermatóglifos dos espíritos deixados em talco, gesso, parafina, cera dentária etc., provando que a vida continua em outra dimensão (erraticidade), possuindo-se as mesmas digitais quando em vidas terrestres, em razão de estarem registradas no ou Psicossoma.

            Estudos mostram que o Psicossoma é o corpo e a roupagem espiritual, podendo sofrer processo de miniaturização, em caso de reencarnação, mas permanecendo com todas as suas características de individualidade de vidas passadas tais como marcas, sinais, cicatrizes, deformações, aleijões, enfermidades com exceção as doenças congênitas e porque não as impressões digitais.

            Os processos mnemônicos são capazes de provocar o afloramento de reminiscências, isto é, lembranças ou recordações reencarnatórias, geralmente com crianças de tenra idade, entre dois a quatro anos de idade, em razão do exíguo intervalo de tempo de intermissão.

            Tempo de intermissão é o espaço de tempo ou intervalo entre as reencarnações, na quarta dimensão ou erraticidade, variando-se de zero a duzentos e cinqüenta anos, com relação ao tempo terrestre, para pessoas comuns, enquanto que de mil anos para espíritos evoluídos, que aqui vêm, apenas como missionários (Chico Xavier).

            Na vida selvagem a vida de determinados animais são de reencarnações imediatas, sumárias e compulsórias, inexistindo a vida extra-física, porém sendo alguns deles como cavalo, cão pássaro entre outros, às vezes aproveitados no plano espiritual.

            Sabemos que aqueles que mais reencarnam são os espíritos mais necessitados e endividados, e que não dependem se suas vontades para sofrer o processo de palingenesia, mesmo que seja ele um ovóide.

            Vivemos num mundo tridimensional (comprimento, largura e altura), sendo o espírito tetradimensional, o qual mantém contatos com o mundo material e o mundo espiritual. Entretanto, por não conhecermos a quarta dimensão, por ser semi-material, representamo-la por meio de fórmulas matemáticas sinônimas do tempo.

            No mundo dos espíritos o tempo torna-se relativo com relação ao passado, presente e futuro ou este é contado infinitamente diferente do tempo terrestre, visto que contamos os segundos, as horas, os dias, os meses, os anos, as digitais provavelmente serão as mesmas.

            Sabe-se que é princípio firmado em Datiloscopia não existirem duas impressões papilares idênticas, princípio que, neste caso, até hoje não foi derrogado.

            Vale lembrar que é impossível existirem duas impressões digitais idênticas, mesmo sendo uma delas já falecida, na população do nosso planeta. Segundo Almeida Júnior, mesmo que um casal tivesse 300 trilhões de filhos, seria impossível haver impressões digitais iguais. Quanto aos gêmeos univitelíneos monozigóticos, onde um espermatozóide fecunda um óvulo (maior célula viva do corpo humano) e este se divide em dois, também é impossível a igualdade entre digitais e até mesmo clonagens de símios, suas réplicas apresentam dermatóglifos também diferentes.

            A botânica prova que as folhas de uma mesma árvore nunca são idênticas.

            Entretanto, dois casos de identidade de impressões digitais já ocorreram no mundo, confirmados como reencarnação, o primeiro deu-se com um soldado americano que morreu na segunda guerra mundial na Itália, o segundo verificou-se com um menino em Recife - Pernambuco em 1935.

            Acreditamos que tal pesquisa é de suma importância para a comunidade, sobretudo, mães que tenham conhecimento ou suspeita de indícios de reencarnação na família até os sete anos de idade. São crianças que sabem, sem aprendizado específico, que tocam instrumentos musicais, que demonstram elevados conhecimentos em áreas das ciências, que sentem determinadas dores nas partes do corpo ou enfermidades e que falam idiomas diferentes (Xenoglossia).

            Estas crianças passam a contar histórias, revelar fatos ocorridos com outras pessoas. Então, através de documentos oficias deixados pelo antepassado, de preferência que registre o dedo polegar direito (padrão), será comparado com as digitais da atual criança.

            Diversos cientistas no mundo já pesquisaram a reencarnação entre eles o médico Psiquiatra Dr. Ian Stevenson, com três mil casos e depois Dr. Hernani Guimarães Andrade com oitenta casos, com profundas evidências no Brasil.

            Valiosas publicações científicas como essas, servirão de base para a comprovação de digitais de vidas passadas.

            Aspectos interessantes que ocorrem com as digitais verificaram-se atualmente com a descoberta do Genoma, mapeamento genético do ser humano, não foi encontrado o gene, ou genes aditivos responsáveis pela formação dos desenhos digitais das mãos e dos pés dos seres humanos.

            Acredita-se que o homem passou a possuir estas características palmares e plantares, isto em épocas primevas, por ser ele um quadrúpede.

            Este assunto já foi muito explorado por civilizações anteriores à era cristã, pelos Hindus (Sankha, Padma, Chkra, Mudra), devido a tradição oral muito se perdeu. A própria Bíblia registrou a seguinte frase: “Ele põe selos sobre as mãos dos homens, a fim de que todos os mortais reconheçam o seu criador.” (BÍBLIA, A. T. Jó, 37:7)

INTRODUÇÃO

 

            Nas décadas de 60 e 70, as impressões digitais dos espíritos comunicantes ficaram registradas, não só em cera dentária, mas também em luvas de parafina, espalhadas em vários museus históricos do País, como o “André Luiz”, no Rio de Janeiro e “Munesp”, Museu Nacional do Espiritismo, em Curitiba (Dr. Leocadio Correa). As luvas de cera que surpreenderam o mundo naquela época eram realizadas através de reuniões de materialização, objetivando provar aos incrédulos a existência dos espíritos e do mundo espiritual.

            Entretanto, atualmente não mais se utiliza desta prática, tendo em vista os inúmeros livros filosóficos, doutrinários e científicos do médium Chico Xavier, mais de quatrocentas obras literárias.

            O outro motivo é preservar a vida e a saúde do médium de efeitos físicos, que participa destas reuniões de materialização, o qual entrando em transe mediúnico, perde muito ectoplasma, perdendo como isso peso e energia, sem contar com outros riscos que podem levá-lo até a morte.

            Em Curitiba, houve uma ocasião em que o médium em transe mediúnico e anímico quase morreu, em virtude de um imprudente participante que ascendeu uma luz. Sabe-se que o ectoplasma é muito sensível à luz branca.

            Há várias formas de levar o médium ao transe: mediúnico e anímico, exemplo: álcool, tóxicos (maconha, LSD, mescalina, psiloribina), alcalóides (cogumelos) êxtase, auto-hipnose, OBE, transe místico OBE “samadi”, venenos, anoxia, falta de oxigênio no sangue e cérebro, (ANDRADE), alucinógenos, bebidas alcoólicas, drogas afins e indução hipnótica, muito utilizadas através dos índios, e às vezes em Centros Espíritas de Quimbanda, contudo, a melhor forma é a natural, através de hinos, passes mediúnicos, preces e orações.

            Nas sessões espíritas de materializações eram utilizadas duas latas de mais ou menos vinte litros, onde em uma delas era dissolvida a cem graus centígrados a parafina, enquanto que na outra lata era introduzida água fria, ambas ficavam cheias até as bordas.

            O espírito materializado comunicante, utiliza-se do seu próprio corpo perispiritual, adaptando-o, ou acoplando-o ao do médium em transe mediúnico, servindo-se não só do seu próprio corpo espiritual, mas também absorvendo o seu ectoplasma, ou das pessoas presentes, ou ainda até mesmo do meio ambiente.

            Possuindo as impressões digitais, a individualidade do ser e do espírito, a entidade materializa os membros superiores (mãos) ou inferiores (pés), introduzindo-as na lata de parafina fervente, onde esta impregna em sua mão e após a coloca submergindo-a na água fria, desmaterializando-as em seguida, deixando dentro da águas apenas a luva de parafina.

            Esse é o método mais comum de comprovação da identidade do espírito manifestante. Se introduzíssemos um aparelho de fibra ótica, no interior das luvas, sobretudo nas primeiras falanges, onde encontram-se as impressões digitais, constataríamos duas coisas:

·        Animismo ou Ideoplastia - quando as impressões digitais encontradas nas luvas forem iguais ou idênticas às impressões do médium ou das pessoas presentes. Trata-se da própria alma do médium (desdobramento da espiritualidade) e de outros espíritos (duplo etéreo).

            Fato verificado com a médium Ana Prado, dando motivo para um capítulo exclusivo no livro intitulado O trabalho dos mortos, capítulo esse, denominado: “Datiloscopia e Espiritismo” de Nogueira de Faria.

·        Fenômeno estritamente espírita - quando as impressões digitais encontradas no dedo, ou nos dedos das luvas forem diferentes das impressões digitais do médium ou das pessoas presentes.

            Este fato comprova a existência do mundo dos espíritos, evitando-se assim fraudes, ou explicações de mera paranormalidade.

            Portanto, as luvas feitas pelos espíritos são inteiriças, não apresentando emendas, tornando-se impossível de falsificá-las, pois reproduzem todas as linhas existentes nas mãos tais como linha distal, proximal e thenar e mormente os dermatóglifos dos dedos.

            Seria impossível um ser humano encarnado mergulhar a sua mão numa lata de parafina fervendo, de oitenta a cem graus centígrados, o resultado logicamente seria de queimaduras de primeiro grau, ou seja, seria queimado gravemente.

            Seria impossível também produzir-se a referida luva contendo todas as informações da mão, retirando-a sem modificá-las.

            Para a existência das digitais espíritas é de fundamental importância a existência da ectoplasmia, emanada por um médium apropriado), que a produzam através de orifícios (boca, nariz e ouvido) e poros do corpo humano.

            Esta substância semi material é oriunda do interior do citoplasma da célula, variando nos estados: gasoso, líquido e sólido, sendo este último que solidifica e da consistência ao membro (mão) do espírito, tornando-o tangível, ao ponto de se permitir, inclusive, tirar as impressões digitais.

            É indescritível a sensação sentida pelo médium, quando se toca no ectoplasma do membro ou espírito materializado, talvez devido à alta voltagem de energia que circula naquele corpo extra-físcio.

 

1.ª PARTE

CASOS E FENÔMENOS REAIS JÁ REGISTRADOS

NA LITERATURA ESPÍRITA

1.1  DOIS CASOS DE REENCARNAÇÕES COM DIGITAIS IDÊNTICAS

 

Revista Espírita Ampla Visão, novembro de 1999

 

A reencarnação e a datiloscopia

Reportagem do Dr. Carlos Bernardo Loureiro

 

            “Diz a Ciência: não há uma impressão digital igual a outra. Será? Quando um fato desse é descoberto pode ser indicativo de um caso de reencarnação?”

 

Em 27 de maio de 1935, publicou a “Gazeta do Recife” uma reportagem impressionante segundo a qual um espírita estudioso conseguiu obter duas impressões digitais idênticas. Sabe-se que é princípio assente em dactiloscopia não existirem duas impressões papilares idênticas, princípio que, neste caso, não foi derrogado, visto não se tratar de impressões de duas pessoas vivas, mas de duas pessoas que viveram em épocas diferentes.

O colecionador de impressões digitais é o Sr. João Apolinário dos Santos, técnico em dactiloscopia. De cada pessoa levava o Sr. Apolinário a impressão do polegar direito, por ter desenho básico e, quando possível, registrava as dez impressões, dada a possibilidade de surgir alguém a quem faltasse um dedo.

Informa a “Gazeta de Recife” que, certo dia, João Apolinário, tendo visitado um amigo, o Sr. Manoel do Nascimento, pediu-lhe consentimento para realizar pesquisas dactiloscópicas com seus filhos e netos. Entre as crianças, figurava o menino José Odon, conhecido na família por Pipiu. O Sr. Apolinário começou a confrontar as impressões das crianças com a de pessoas falecidas. Foi então que descobriu perfeita igualdade entre os desenhos digitais do pequeno Pipiu e os de um velho amigo da família da criança, Pedro Guedes de Oliveira, morto havia cerca de 10 anos, em idade avançada. Aquela extraordinária constatação evidenciava, a olhos vistos, um processo palingenésico, levando-se em conta as relações de sincera amizade entre o ‘de cujus’ e a família Nascimento. Satisfeito com sua importante descoberta, o Sr. Apolinário, no dia seguinte, foi até a residência do Sr. Manuel do Nascimento comunicar-lhe o que ocorrera, deixando em poder da família duas fichas dactiloscópicas, para que todos pudessem verificar sua igualdade absoluta.

A “Gazeta de Recife” levou o caso ao conhecimento do Instituto de Identificação de Pernambuco, que designou o técnico em dactiloscopia Estanislau Pereira de Souza, que emitiu, após acurados exames, o seguinte parecer:

‘Não há dúvidas. Estou diante de um fato inédito. Há anos que examino fichas, na crença de que uma igualdade jamais será verificada. São perfeitamente iguais os dois desenhos, apesar dos tamanhos. Ambos caracterizam por um verticilo espiralóide, com os mesmos dedos, que também se distanciam por igual número de linhas papilares. Aliás, segundo a ciência, 12 pontos bastariam para se atestar a igualdade de duas impressões. No entanto, no caso vertente, todos os pontos são perfeitamente iguais.’

O jornal “Mundo Espírita”, que então se editava no Rio de Janeiro, referiu-se largamente a esse mais do que sugestivo caso de reencarnação, em seu número 164, de 17 de junho de 1935.

1.2  CARTA DO CASO AMERICANO - ITALIANO DO DR. HENRIQUE

RODRIGUES

 

Belo Horizonte, 11 de março de 2002.

 

            Caro amigo Fiorini

            Saúde e paz.

Aí vai algo para você. Foi durante esse congresso, que foi aberto por mim, e para onde levei a tese do Hernani sôbre o Tensionador Espacial Eletro-Magnético que o “caso” de reencarnação surgiu. Ao final da minha palestra, feita em italiano, o Prof. Rancanelli mostrou para mim e para outros, o caso do americano-italiano que em resumo é o seguinte.

Foi procurado por Giuliano Bonomi que o procurou para dizer que era americano. Ele dizia que “durante” um combate 1939/1945, “dormiu” e acordou numa casa italiana pequenino, onde recebeu um novo nome. Mas que ele era Edward Cchimit, da cidade de Ilinois. Deu os nomes dos atuais pais e dos pais americanos. Rancanelli que era católico e não acreditava em reencarnação, escreveu somente umas fichas, onde estavam os retratos dos dois, e as impressões digitais. O italiano nasceu no sul da Itália, em Consenza. Devido ao tempo, 1972, e a ausência de endereços, Rancanelli já deve ter desencarnado, e um caso como esse, onde poderiam testar o encontro das duas famílias, foi abandonado. Uma lástima. Contei na volta, em palestras minhas esse caso. É tudo o que sei.

Um abraço do

            .............................. 

1.3  LIVRO: “EU SOU CAMILLE DESMOULINS” (HERMÍNIO MIRANDA)

           

Considerações a respeito da tese defendida em nossa obra Investigação Científica da Reencarnação.

            Em nossa garimpagem em obras de outros escritores espíritas, defensores portanto da reencaranção, nos surpreendemos com algumas citações que merecem ser destacadas.

 

1.       Na Obra “Eu Camille Desmoulins” de Hermínio Correa Miranda e Luciano dos Anjos, na qual o primeiro através de pesquisa (por meio da) “regressão de memória” do segundo, prova que o mesmo foi em uma de suas reencarnações o famoso revolucionário francês Desmoulins. Dr. Hermínio, conhecedor de várias de suas reencarnações, faz um pequeno relato surpreendente a respeito de sua vivência como pai do famoso poeta Robert Browning na Ingaterra dos anos 1781. Para que o escritor, pesquisador dos mais requintados tivesse realmente certeza desta sua reencarnação, não poupou esforços em pesquisar sobre a vida desta família escrevendo ao Banco da Inglaterra onde sendo ele, o pai fora funcionário Os ingleses encaminharam dois documentos, um dos quais, uma carta que, (diz-nos o Dr. Hermínio), “eu escrevera solicitando minha aposentadoria “carta essa manuscrita, cópia fotostática do original. Pude estudar minha própria letra na encarnação citada” (Miranda, 19XX, l. XX). “Pedi a minha secretária que a datilografasse numa folha de papel e a copiei sem olhar o original, com minha letra atual.” Original e cópia foram encaminhados ao engenheiro Joseph Myers, que mandou fazer um estudo grafotécnico comparativo. A evidência foi conclusiva: as letras apresentavam nítidas e inquestionáveis semelhanças no traçado individual, no arranjo e no conjunto. Outra observação que temos que considerar para reforço de nossa idéia é a seguinte...” Myers, contudo, convenceu-se ante meu caso pessoal e continuou pesquisando. A aplicação do critério grafotécnico revelou-se altamente positiva em outros casos que descobriu posteriormente.

2.       Às páginas 144 - encontramos mais um episódio que vem reforçar a idéia de nossa pesquisa: ...Dr. Hermínio, interroga Luciano (Desmoulins) respeito de seu tipo físico, sendo que o mesmo o descreve de forma minuciosa e propõe uma comparação através de um técnico em prosopografia (que é isso?) ou como diz no livro traços anatômicos. Em nota de rodapé ...encontramos a seguinte citação “...O professor Murilo Alvim Pessoa, catedrático da cadeira de Arte Anatômica da escola de belas Artes da Universidade do Brasil, que não era espírita, deu um parecer técnico afirmando que “todos os caracteres morfológicos de Camille Desmoulins se encontram em Luciano dos Anjos”. Infelizmente ele desencarnou antes de ter deixado por escrito um laudo devidamente assinado conforme prometera várias vezes, (como está citado à pág. 145). Ás páginas 224 - em uma carta escrita por Dr. César Brunier, o mesmo relatando sua experiência, quando assistiu a uma sessão de regressão de Luciano, afirma... “o físico do jornalista L.A. é absolutamente idêntico aos de Camille Desmoulins”. Ás páginas 168 - o autor fala da incrível semelhança física entre Marat revolucionário francês) e o político brasileiro Carlos Lacerda. Além da semelhança fisionômica, é importante acentuar que “ambos”, foram portadores de doenças de pele.

3.       Às páginas 103, Desmoulins (comparação grafológica)... (Luciano) sugere que se faça uma comparação de letra de Desmoulins com a sua, como também de sua filha (suposta reencarnação de Lucile, esposa de Desmoulins) quando a mesma começar a escrever.

4.       “Impressão Digital ...você não deixou não é? É, naquela época isso não existia”.

5.      César Brunier Pessoa de Melo (segundo Desmoulins ele mesmo teria sido o revolucionário Danton em uma de suas reencarnações) faleceu segundo Dr. Hermínio de “uma inexplicável fístula que se abriu em sua laringe “...sem dúvida, um resquício perispiritual da guilhotinação” (eu teria esta última frase, tendenciosa, ao meu ver).

 

Crônicas de um de outro - Luciano dos Anjos e Hermínio Correa Miranda

De Kennedy ao Homem Espiritual - 2. ed. FEB, 1974.

 

A Reencarnação na Bíblia - Hermínio C. Miranda. 7., 8., 9. 11. ed. São Paulo: Pensamento, 96, 97, 98, 99.

 

Um caso de Reencarnação. Yvonne A. Pereira. Sociedade Editora Espírita. F. V. Lorenz.

1.4  LUVAS DE PARAFINA (MUSEU NACIONAL DO ESPIRITISMO)

 

Jornal Informativo da (SBEE), 2002

 

História Espírita

Simone Mattos

 

            Os principais objetivos do Museu Nacional do Espiritismo (Munespi), mantido pela Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), nesse ano são a informatização do acervo de 50 mil itens, possibilitando a criação de um banco de dados eficiente; a elaboração de um novo regimento interno e a confecção de uma logomarca que identifique a instituição.

Inaugurado em 22 de abril de 1965, pelo médium Maury Rodrigues da Cruz, presidente da SBEE, o museu conta hoje com um diversificado acervo que inclui trabalhos de psicopictografia, peças em parafina, documentos e objetos que pertenceram a personalidades espíritas, fitas magnéticas de áudio e vídeo, fotografias, slides, cartas, livros raros, jornais e revistas, entre outros.

Uma das salas mais visitadas é a dedicada a Leocádio José Correia, mentor espiritual da SBEE. Dela constam fotos e objetos pessoais e a história do médico de Paranaguá, nascido em 16 de fevereiro de 1848.

Leocádio Correia foi também jornalista, político abolicionista, tendo ainda se dedicado ao teatro. Desencarnou em 18 de maio de 1886, data comemorada até hoje pelos espíritas da SBEE.

Atualmente, o Munespi recebe em média dois mil visitantes por ano, organiza exposições temporárias e permanentes de seu acervo, participa de intercâmbios culturais – recentemente, 30 trabalhos de psicopictografia foram enviados ao município de Castro, onde permaneceram em exposição durante 30 dias – e ainda organiza e expõe as monografias realizadas pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa (Nep) da SBEE. “São esses trabalhos que mostram o dinamismo que há na casa”, explica o diretor do museu, Luiz Roberto Hanemann de Campos.

Equilibrando-se num reduzidíssimo orçamento, que não ultrapassa os R$ 1 mil anuais, o museu segue bravamente, mantendo vivos os seus objetivos principais. As portas da instituição se abrem ao público em todas as noites de segunda e quarta-feira e nas tardes de sábado. “Estamos nos preparando para abrir todos os dias da semana, o que deverá ocorrer assim que tenhamos a colaboração de mais voluntários que, através de um treinamento, seriam capacitados para esse fim”, explica Hanemann. Atualmente, 15 voluntários atuam no Munespi.

Na sua opinião, para que o museu tivesse uma infra-estrutura ideal seria necessário um espaço três vezes maior para as exposições e acondicionamento do acervo. Também seria preciso o dobro do espaço hoje disponível para o setor administrativo, além da criação de uma oficina de restauro. “Com isso, conseguiríamos inclusive obter mais doações para o acervo”, afirma.

Hoje, o Munespi possui um espaço físico inferior a 150 metros quadrados, sem geração própria de recursos, o que o torna totalmente dependente do caixa da SBEE, que, compreensivelmente, tem com prioridade atender aos serviços sociais e de atendimento ao público, no que se refere à aplicação do que arrecada.

Entre o vasto acervo, que inclui peças raras e únicas, o museu tem como ‘menina dos olhos’ a impressionante coleção de objetos em parafina.

1.5  DATILOSCOPIA E ESPIRITISMO - CAPÍTULO 24 DO LIVRO “O TRABALHO DOS MORTOS”

 

No mesmo dia em que a “Folha” inseria a opinião do Dr. Porto de Oliveira, o Dr. Renato Chaves publicava o seguinte artigo:

 

“Eis-me de novo a tratar da datiloscopia nos fenômenos espíritas. A sessão realizada na casa do Sr. Eurípedes Prado, revestida da mais rigorosa fiscalização e isenta de quaisquer possibilidades de fraude, não foi, infelizmente, de molde a dar ensejo à retirada das impressões digitais do “fantasma”, cognominado – João, apesar de destinada a essa função, conforme aviso que tive.

O insucesso da experiência pode ser explicado de vários modos e é hoje do domínio público.

Lançando mão, entretanto, da individual datiloscópica do “Espírito”, que me foi gentilmente oferecida pelo Dr. Nogueira de Faria e obtida na última sessão preparatória das diversas que precederam à aceitação do meu oferecimento de investigações, publicado há dias, e cotejando-a com a da médium, anteontem retirada, cheguei a conclusão de que a ficha deixada pelo “fantasma”, naquela ocasião, é inteiramente idêntica à da médium, isto é, que ambas são, não há que duvidar, procedentes das mesmas mãos.

E esta identidade é absoluta em todos os desenhos das linhas papilares, nas figuras geométricas, nos números, nas cicatrizes e, enfim, em todos os pontos de reparo.

Como havia prometido, publico aqui duas fotogravuras: uma de trechos da ficha da Exma. Sra. Prado, por ela assinada e com todos os requisitos de autenticidade, sendo retirada, debaixo de todo o rigor técnico, por um dos funcionários do Gabinete de Identificação; e a outra da reunião de algumas das melhores impressões das mãos do “fantasma”. (Gravuras 11 e 12.)

As impressões, facilmente visíveis e idênticas do “Espírito” e da médium, vão nos clichês assinadas com a mesma letra, em baixo de cada uma delas.

Alguma diferença que possa haver, ao primeiro golpe de vista, entre elas, referindo-se exclusivamente ao tamanho, pode-se compreender assim: a ficha da Sra. Prado foi retirada em uma goteira de Vucetich, apanhando, portanto, toda a extensão das extremidades digitais, ao passo que a do “fantasma” foi conseguida, com inexperiência, sobre um plano liso, colhendo, por conseguinte, só a porção média dos dedos, aliás, a mais importante, pois lá é que se encontram os sinais característicos que dão margem ao diagnóstico diferencial, para classificação e para o exame detido.

Sei que os senhores espíritas, aqueles que com a maior boa fé estão convencidos das teorias místicas do transcendentalismo, encontram ou dão explicação para o fato dessa perfeita identidade de ambas, não lhes causando ela nenhuma surpresa; quanto a mim, porém, constatando-a, como acima se vê, suponho, sem ter, contudo, a idéia de convencer a ninguém, que, afastada a possibilidade inverossímil de fraude consciente e premeditada na médium, o fato poderá, talvez, encontrar solução nos problemas menos complexos e mais naturais do hipnotismo.

E fica assim terminada a mina missão.

Dr. Renato Chaves

Não nos surpreendeu o resultado a que chegou o Sr. Dr. Renato Chaves.

Fomos dos que, repetimos, abraçámos com entusiasmo a idéia das impressões datiloscópicas, lembrada pelo nosso ilustre amigo, Dr. Renato Chaves. Elas viriam, sobretudo, de modo indiscutível e inequívoco, provar a existência do fenômeno anímico ou do fenômeno espírita. Seria o meio, senão de distingui-lo, ao menos de provar que são distintos, porque um não elimina o outro. Por diversas e freqüentes vezes trocámos idéias sobre o assunto com o operoso diretor do nosso Gabinete de Identificação, dando-lhe conta com a maior franqueza e lealdade das experiências íntimas que o Sr. Eurípedes Prado se dispusera a realizar, o que é um testemunho de boa fé e confiança.

Além daquela que lhe entregámos, outras fichas possuímos correspondentes à primeira e segunda experiências íntimas, sendo que em todas essas tirámos as impressões da médium. Não nos surpreendeu, portanto, o resultado a que chegou o ilustre Dr. Renato Chaves, mediante ficha que lhe concedêramos. Apelamos para o próprio testemunho de S.S.ª. Felizmente, entretanto, aquelas impressões não são as da prova oficial, não foram obtidas com a assistência e a verificação daquele nosso ilustre amigo (...). Há mais ainda: em nossas experiências íntimas, todos nós: os esposos Prado, seus três filhos maiores, sempre tirávamos as nossas fichas. Não teria eu, por engano, apanhado a ficha da médium e levado ao Dr. Renato Chaves, pensando ser a do fantasma? Não é um fato tão possível e tão natural? Não quero, contudo, invocá-lo. A coincidência ou semelhança encontrada pelo meu amigo não me surpreende. Ao contrário: eu esperava pelos motivos expostos e é a isto a que alude o Dr. Renato quando escreve: “Sei que os senhores espíritas encontram ou dão explicação para o fato dessa perfeita identidade de fichas, não lhes causando a mínima surpresa.”

...Esperamos que isto se dê um dia, para completa elucidação do interessantíssimo caso – e talvez, então, se verifique aquilo que lhe anunciámos: impressões digitais semelhantes às da médium, comprovando um fenômeno anímico, impressões digitais diferentes das da médium e da assistência, afirmando o fenômeno espírita.

(Leia-se o artigo publicado na “Folha” pelo nosso confrade Apolinário Moreira.) Era intenção nossa, passada que fôsse a experiência da grade Dr. Ferreira de Lemos, solicitar dos esposos Prado a fineza de, sem exigências humilhantes, consentirem em efetuar outras experiências datiloscópicas dirigidas pelo Dr. Renato Chaves, a quem há muitos dias transmitimos a esperança de obter impressões digitais da própria alma do médium (desdobramento da personalidade), e de outros Espíritos, entre os quais “João” e “Anita”.

Seria esse um estudo bem digno do ilustre diretor do nosso Gabinete de Identificação e de seus distintos colegas, especialistas na matéria.

Só então teríamos ensejo de encontrar um ponto de partida para a verificação da hipótese mais razoável para a explicação de tais fenômenos.

...Que nenhuma surpresa causa a identidade de fichas entre a médium e o Espírito, disse-o o nosso amigo Apolinário Moreira, deputado estadual e espírita convicto, no mesmo dia e pelo mesmo jornal em que o Dr. Renato publicou o resultado de suas experiências. Os artigos estão lado a lado, na mesma página. Depois de ler o trabalho daquele médico, lê-se no do Sr. Apolinário o seguinte, reproduzindo, aliás, a idéia externada por nós:

“Pensamos que, nas sessões da Sr. Prado, tomando-se a impressão digital dos Espíritos que lá se manifestam, será fácil estabelecer se estamos diante do duplo da médium, ou se realmente se trata com habitantes do outro mundo.”

É de toda a conveniência incluir aqui esse artigo.

           

            (Ver figuras em Anexo)

 

2.ª PARTE

CIÊNCIA OFICIAL (MATERIALISTA) 

 

2.1  NOÇÕES SOBRE DATILOSCOPIA

 

            Identificação Humana

            A datiloscopia é a ciência que se propõe a identificar as pessoas fisicamente consideradas, por meio da impressão digital ou produção física dos desenhos formados pelas cristas papilares das extremidades digitais.

 

            Finalidade

            Datiloscopia Judicial ou Forense: é a aplicação da identificação humana para fins jurídicos.

            Datiloscopia Civil: é a aplicação para fins civis. Ex.: para a expedição da cédula de identidade.

            Datiloscopia Criminal: tem por finalidade a identificação de criminosos, em confrontos com impressões digitais colhidas em local de crime e nas falsificações de identidade. Suas digitais vão para um banco de dados onde ficam armazenados.

 

            Postulados

            Perenidade: no 6.º mês de vida intra-uterina as impressões digitais já se fazem presentes, conservando-se durante a existência do indivíduo, até a putrefação cadavérica.

            Imutabilidade: os desenhos digitais jamais de alteram, podem ocorrer danificações temporárias, tais como, queimaduras superficiais, ou pela profissão. Os desenhos voltam a forma inicial, logo que houver a recuperação.

            Variabilidade: não existem duas impressões digitais iguais, tendo uma variação de pessoa para pessoa e de dedo para dedo em uma mesma pessoa.

            Impressões latentes ou invisíveis: são as impressões produzidas pela secreção dos poros sudoríparos que umedecendo as cristas papilares eles provocam as impressões invisíveis. Para serem analisadas elas precisam ser submetidas a processo de revelação com reativos apropriados. São encontradas em locais de crimes, em suportes como vidros, metais polidos, porcelanas, armas e papéis.

 

            Sistema de Linhas

            É o conjunto de linhas papilares que formam um agrupamento de linhas numa impressão digital

            O dactilograma apresenta três sistemas de linhas:

Sistema nuclear: é formado pelas linhas centrais de uma impressão.

Sistema marginal: é o sistema de linhas situado na parte superior da impressão.

Sistema basilar: é o conjunto de linhas situado na parte inferior, limitando-se com a prega interfalangeana do dedo.

 

Datilograma Digital

            É formado pelo conjunto de cristas e sulcos, os quais projetam desenhos ou arabescos, localizados na primeira falange dos dedos.

            Componentes:

a)     cristas papilares ou linhas de fricção: são as linhas de formação linear e saliente.

b)     Sulcos interpapilares: são os espaços que separam as cristas em si.

 

            Tipos de Impressão

            Impressões visíveis: são as impressões ocasionadas pelas cristas papilares untadas de substância corante, como pós, tintas, sangue, graxa ou outro material que se deposita sobre as cristas papilares. Ex.: coleta de digitais sobre um papel com tinta preta, para a identificação civil ou criminal.

 

            A Importância do Delta

            Delta é o ponto de encontro de três sistemas de linhas: basilar, nuclear e marginal.

            É pela presença ou ausência do delta em uma impressão digital que são medidos os quatro tipos fundamentais de desenhos: Arco, Presilha Interna, Presilha Externa ou Verticilo.

            A ausência de delta classifica a impressão como Arco que as linhas nucleares atravessam o campo da impressão de forma abaulada. É uma forma muito rara e difícil de aparecer nas pessoas.

            A presença de um delta à direita do observador define a impressão como Presilha Interna. Geralmente só tem na mão esquerda.

            A presença de um delta à esquerda do observador caracteriza a impressão como Presilha Externa. Geralmente é comum na mão direita.

            A presença de dois deltas, um à direita e outro à esquerda determina a impressão do Verticilo. Apresenta no centro do núcleo um ou mais círculos fechados. (Ver figuras em anexo)

 

2.2  DERMATÓGLIFOS OU IMPRESSÕES DIGITAIS (MEDICINA FORENSE)

 

            Anais Brasileiros de Dermatologia - 59 (4): 173-186, 1984.

            O termo dermatóglifo significa escrita na pele, foi introduzido na literatura biomédica por Cummins, em 1926. Na datiloscopia são conhecidos por datilografa, isto é, os desenhos ou rugosidades nas pontas dos dedos, palmas das mãos e plantas dos pés. O nome científico seria o conjunto de exteriorizações das papilas dérmicas.

            Começam a se formar na vida intra-uterina no 4.º mês de gestação, permanecendo inalteradas por toda vida, tudo com características secundárias relacionadas aos movimentos de flexão da mãos do embrião e feto. (MILLER, 1973)

            Estão ligados ao sexo, raça e variam de lado para lado das mãos e hereditariedade, onde os genes ausentes em excesso ou presentes podem também alterá-los.

            São formados por orifícios das glândulas sudoríparas, sendo que cada linha encerra uma única fileira de poros espaçados a intervalos regulares em sua base.

            Aceita-se que a hereditariedade na maioria dos traços dermatóglifos comporta-se como sistema poligênico, com genes individuais controlando um pequeno efeito aditivo. Seu conhecimento não é recente, civilizações como: Sankha, Padma, Chakra e Mudra (hindus) anteriores à era cristã, já exploravam esses intrincados conhecimentos, mas muito se perdeu a respeito, devido a tradição daquela época ser oral.

            Através das glândulas sudoríparas foram identificadas as seguintes substâncias: cloretos, aminoácidos, uréia, amônia, ácidos lácticos, sulfato, açúcares, fosfato, colina e ácido úrico. Estas são as substâncias que expelimos quando suamos (mãos e pés). Os suores não possuem DNA.

            Além das impressões dermopapilares, há também, as digito palmares, centralizadas no centro da palma das mãos, as quais proporcionaram muito estudo na medicina e quiromancia.

            Na medicina é possível diagnosticar doenças e alterações cromossômicas tais como: mongolismo ou síndrome de down, síndrome de turner, síndrome de klinefelter, síndrome de lange, síndrome de Sidney, miado de gato, síndrome cri-du-chat, síndrome trisomy, síndrome préntal rubella, entre outras.

            Datiloscopia clínica - e com relação às impressões digitais papilares da derme e epiderme, da primeira falange dos dedos é possível diagnosticar conforme a presença, a ausência ou excesso de veticilos, arcos e presilhas nas seguintes doenças: leucemia, cardiopatia, autismo, diabete, alcoolismo crônico, hanseníase, infarto do miocardio, etc.

 

2.2.1  Coleta das Impressões Digitais

 

            Comumente é pelo método tradicional, tinta, papel e rolete. Passa-se o rolete impregnado de tinta nos dedos ou na palma da mão, pressionando-os, após coloca-os sobre o papel, lavando-se em seguida as mãos.

            Apesar de ser este método o mais antigo, é o que mais comprova a eficácia da individualização da pessoa, evitando-se, assim, fraudes causadas por desonestos querendo se passar por outra pessoa.

            Hoje, porém, há sistemas muito sofisticados de identificadores digitais, com leitores digitais e sensores óticos, não sendo mais necessário sujar os dedos com tintas. (Ver figura)

            A confiabilidade deste sistema eletrônico, segundo os EUA é na ordem de 70%.

            No que se refere ao sexo, estudos revelam que o sexo feminino tem freqüência ligeiramente maior de arcos e presilhas e menor de verticilos, enquanto que nos homens ocorre o contrário, tem freqüência maior de verticilos e menor de presilhas e arcos.

            No que diz respeito à raça, os orientais apresentam uma freqüência maior de verticilos que os europeus e americanos.

            Com relação à freqüência de arcos e verticilos podemos citar exemplo de quatro amostras raciais:

Alemães - 4 arcos e 30 verticilos

Europeus Americanos - 4 arcos e 24 verticilos

Japoneses - 3 arcos e 45 verticilos

Chineses - 2 arcos e 50 verticilos

 

            A análise dermatóglifa pode ser obtida também pelas pregas de flexão, zonas de aderência da pele nas regiões interfalângicas e três regiões palmares: tenar, hipotenar e interdigital.

            Ausência de digitais.

            A ceratoderma, a sindactilia (união de dois dedos), polidactilia (mais de 5 dedos) e ectrodactilia (falta de dedos), são exceções no sistema de identificação civil e criminal.

            O sistema Vucetich é adotado no Brasil.

            Em 1918, Edmondi Locardi, escreveu os doze pontos característicos entre duas impressões papilares, onde seria suficiente para uma identificação positiva, esse número passa a ser um referencial em muitos países.

            O número de pontos característicos em uma digital varia de 12 a 40 pontos característicos, sendo 40 o valor máximo.

 

2.2.2  Estudo dos Palmistas

 

            Variação nas Pregas Palmares - Vincos (EUA)

            Uma curvatura não usual dos vincos palmares tem sido relatada em um número de síndromes clínicas incluindo síndrome de Down (ver figuras em anexo), Trissomia D (figura), Cri-du-chat (figura) e rubeola parenteral (figura )

            Estes relatos têm despertado o interesse dos médicos em um campo formalmente da alçada de quiromantes e ciganos. Desde que as curvaturas dos vincos palmares se desenvolvem no embrião e estão prontamente evidentes ao nascimento, os clínicos podem inspecioná-las durante os exames Pré-natal. Se configurações não usuais estiverem presentes, o clínico deve ficar alerta para a possibilidade de outras anomalias ou para assegurar de fazer um diagnóstico precoce de um defeito congênito.

            Estudos sintomáticos das pregas palmares revelam que alguns indivíduos que parecem totalmente normais, por outro lado têm pregas de flexão palmares não usuais. Todavia, informações na variação da configuração das pregas palmares em populações normais seriam auxiliares na divisão de quanto isso teria peso na variação clínica do paciente. Uma apresentação esquemática das principais variações das flexões das pregas palmares está mostrada na figura 1.

            A prega designada na figura 1 é a prega mais profunda percebida ao longo da margem da eminência Thenar quando o polegar está oposto.

            As pregas B e C da figura 1 são, respectivamente as pregas proximal e distal transversa da palma. Estas pregas são usualmente encontradas exatamente da parte distal para o meio da palma e proximal para as cabeças dos ossos metacarpianos. As pregas D, E e F, são pregas longitudinais, as quais se estendem ao longo em forma de uma linha principal em direção ao meio (centro D), do (anel E) e do “minguinho” (E) respectivamente.

            Raramente uma prega pode ser vista contornando a eminência hipotenar. Esta linha é designada G na figura 1.

            Outra prega não mostrada na figura 1, pode ocasionalmente ser vista “correndo” do interespaço entre dedo indicador e dedo médio para o interespaço entre o anular e o minguinho.

            Na tabela 1 há a classificação para estas pregas segundo os primeiros investigadores e os nomes utilizados por “palmistas” são mostrados. Cummins, uma autoridade líder na anatomia da pele, identificou a linha A como linha “radial longitudinal”. Além disso, ele identificou as linhas transversais distal (B) e proximal (C) bem como a principal crista longitudinal, em direção ao segundo intervalo interdigital, a qual ele chamou de linha longitudinal média.

            Outras linhas transversal e longitudinal foram reconhecidas nas classificadas (nomeadas).

            Fére estava entre os primeiros investigadores para fazer uma análise sistemática de muitas destas flexões das cristas (pregas). Ele estudou a freqüência em várias populações, freqüência em diferentes sexos (diferenças sexuais), diferenças entre as duas mãos e suas heranças.

            A análise de Fére, baseada na presença ou ausência de uma crista (prega), descreve inadequadamente a variabilidade que deve ser vista. Poch analisou as transecções de uma prega de outra maneira e além disso a freqüência da ocorrência. Neste esquema os números de 1 a 6 representaram as cristas de A a F da figura 1. Ele sugeriu uma fórmula simples para indicar a presença ou ausência bem como a transecção das pregas é transversa ou longitudinal, por exemplo, a fórmula 1, 2, 3, significaria que as pregas 1, 2, 3, 4 (ou A, B, C, D, da figura 1) estavam presentes, pregas 2 e 3 foram “transectadas” pela prega 4 e as pregas 5 e 6 (E e F da figura 1) estavam ausentes.

            O esquema de Poch, embora mais informativo que o de Fére, ainda falha ao indicar a variação considerável nos detalhes das pregas, o que seria plano se a mesma fórmula fosse comparada.

            Wendt utilizou o sistema de Poch de classificação, mas ele também incluiu a prega hipotenar, a qual Poch havia omitido. O sistema de Wendt, por outro lado, não foi uma grande melhora (evolução).

            Leiber elaborou um sistema de classificação baseado nas regras A, B e C da figura 1.

            No sistema de Leiber, o relacionamento destas três pregas são considerados A configuração mais comum destas pregas formou um “M” rude (grosseiro) em virtude de uma “conexão” sem nome de pregas entre duas transversas como ilustrado na figura 2 à esquerda.

            Ele observou que as pregas Thenar e a prega proximal transversa estavam separadas algumas vezes (figura 2, centro) e outras vezes, elas mal tocam a borda (fronteira) radial da palma (figura 2 à direita). Outras configurações as quais Leiber admitiu que devem ter significado clínico, foram todas agrupadas no tipo C.

            Subtipos dos modelos mostrados na figura 2 dependeram, nas estimativas, do “grau de parentesco” das pregas transversas e a proximidade entre elas. O esquema é bastante simples, rude, mas a inspeção (vistoria) das ilustrações no artigo (trabalho) de Leiber sugerem que deve ser difícil separar vários subtipos, tanto que as tentativas de aplicar sua classificação para o mal seria limitada.

            Além disso, sua restrição no estudo da palma esquerda somente e sua falha em analisar diferenças entre os sexos fez com que valesse a pena elaborar outro sistema de classificação.

            De todas as pregas flexionadas da palma, as transversas têm recebido maior atenção clinicamente, especialmente quando elas estão unidas para formar uma tão chamada simian ou prega do quarto dedo.

            Um número considerável de estudos da freqüência de linhas simians em várias populações tem sido relatado.

            Estudos das linhas simian nas populações da Europa foram revistas recentemente por Lestrange que criticou muito deles, principalmente quanto ao “tamanho” número pequeno de amostras, falharam em analisar cada sexo separadamente, grupamentos de amostras diferentes, ou amostras altamente selecionadas.

            Alguns autores falharam em definir claramente se eles aceitavam as pregas transversas unidas como linhas simian ou se somente as completamente unidas e pregas transversas simples foram contadas.

            Por exemplo, uma “linha Sidney” tem sido descrita por Punis-Smith, na qual a prega proximal se estende por toda a palma, como na linha simian, mas a prega transversa distal também está presente. Se tal configuração deve ter sido considerada como uma linha simian por alguns investigadores não é claro.

            Nenhuma das descrições disponíveis sobre a variação das pregas palmares é inteiramente satisfatória e portanto, outra tentativa de elaborar um esquema foi iniciada.

            No presente estudo, variações de cada uma das 3 principais pregas flexionadas da palma foi considerada separadamente, várias configurações destas linhas foram identificadas como um grupo, as palmas direita e esquerda foram analisadas separadamente e diferenças entre masculino e feminino foram notadas.

            Material e Métodos

            Um total de 100 homens e 100 mulheres foram estudados. Todos os indivíduos foram médicos, paramédicos ou membros estudantes da Universidade de Minesota ou de seus Hospitais filiados.

            Todos eram indivíduos saudáveis e nenhum tinha anormalidade física evidente.

            Uma fotografia foi obtida das palmas de cada indivíduo, os dedos estendidos. As palmas também foram flexionadas 45 graus e inspecionadas.

            Se tal flexão produzisse uma modificação da aparência das pregas palmares, a modificação era conhecida (registrada, notada) num diagrama da mão. Pregas que não eram prontamente aparentes com dedos estendidos, algumas vezes tornaram-se evidentes quando os dedos eram flexionados. O enfoque foi dado somente às pregas transversa e “Thenar” neste estudo e a classificação das variações destas cristas foi desenvolvida.

 

            Resultados

            Pregas Transversas – Pregas Normais – A configuração mais comum da prega palmar transversa é mostrada na figura 3. Nota-se que há uma prega distal e uma proximal, as quais atravessam toda a palma. A prega dsital começa na borda ulnar e se estende numa inclinação côncava suave distalmente aproximadamente 2/3 de distância da borda radial e se estende numa suave inclinação côncava proximal aproximadamente 2/3 de distância da borda ulnar.

            A tabela 2 (ver anexo) mostra que a configuração “normal” ocorre bem mais frequentemente na mão direita do que na mão esquerda e mulheres têm uma configuração “normal” mais freqüente que homens.

 

            Linhas Conectadas – freqüentemente uma prega profunda conecta as suas pregas transversas. A conexão, quando presente, comumente se inclina através da eminência (figura 4) mas, num percentual pequeno a prega se inclina através da eminência tenar (figura 5). Houve uma tendência para ambas conexões inclinadas, hipotemar e tenar, ocorreram mais freqüentemente em homens e a inclinação hipotenar teve a tendência de ocorrer mais freqüentemente na mão esquerda (tabela 2, ver anexo).

 

            Linhas Fechadas – normalmente em adultos, quase um centímetro separadas das pregas flexionadas transversas distal e proximal – em seu ponto mais próximo, mas ocasionalmente elas ocorrem tão próximas que parecem fusionadas (figura 6).

 

            Linha Simian – quando há realmente uma fusão entre as pregas distal e proximal e há somente uma linha transversa na palma da mão que vai da borda ulnar à radial, a linha simian é formada (figura 7).

            Tem sido relatada em aproximadamente 1 a 13% das populações normais. No presente trabalho a freqüência foi 1,3% e todas as cinco linhas simian ocorreram em mulheres. Todavia, em outro trabalho um excesso de linhas simian entre homens, na ordem de 1,56 para 1, tem sido observado, tanto que as variações de amostragem devem ser levadas em conta para as mulheres no presente trabalho.

            Configurações em Cascata – é uma configuração não usual, que consiste de várias pregas transversas curtas, parcialmente sobrepostas (figura 8). Isto foi observado em 0,5% no presente trabalho.

 

            Linha Sidney – em alguns indivíduos, a prega proximal se estende através de toda a palma e a prega distal se apresenta normal. Punis-Smith chamou esta linha de Sidney porque observou nos pacientes examinados em Sidney, Austrália (fig. 9).

            Embora a tendência das configurações das pregas seja similar na mão direita e esquerda de um dado indivíduo, as variações de que foi descrito como normal acima, normalmente ocorreu numa somente, isto é, se a variação estava presente em uma mão, nem sempre estava na outra. A freqüência da simetria bilateral é mostrada nas tabelas 2 a 5.

 

            Prega Distal

            A área distal da palma e a prega transversa distal mostrou alguma variação. Uma bifurcação proeminente (importante) da prega distal foi observada em aproximadamente 1 de cada 5 casos (figura 10) e uma prega acessória distal (figura 11) em 7,5% (mais freqüente em mulheres). Em 18,3% dos casos, a prega distal terminou na borda distal da palma, entre o dedo indicador e o dedo médio (figura 12). As variações da prega distal estão resumidas na tabela 3.

 

            Prega Proximal

            Variações das pregas transversas proximais incluem bifurcação, formação em cascata, ramificação e uma porção de pregas as quais se estendem por toda a palma da mão. A freqüência destas variações é mostrada na tabela 4. Elas estão ilustradas nas figuras 8, 9 e 13 a 15. Bifurcações foi a configuração mais comumente vista em mulheres, especialmente na palma esquerda. Uma cascata, ramificações e uma prega proximal acessória foram registradas em somente uma percentagem de casos. O comprimento da prega proximal foi tabelado; A prega que terminasse na região ou além da região sob o dedo anular registrou uma freqüência de 9 em cada 10 casos. Inversamente, se a prega proximal fosse curta e terminasse antes da região sob o dedo médio, registrou uma freqüência de 1 em 10 casos. A tabela 4 mostrou estes resultados.

 

            Prega Thenar

            Variação considerável existe no “modelo” da prega Thenar. Normalmente esta prega é formada por um arco único, côncavo, em direção ao polegar (figura 16). Todavia, uma prega thenar dupla esteve freqüentemente presente (figura 17). Algumas vezes a prega Thenar apresentou a tendência de ser bifurcada em direção à sua extremidade proximal e em algumas ocasiões a prega thenar foi descontínua ou “quebrada” (figura 19).

            Menos freqüente uma sessão de linhas em cascata caracterizou as pregas de flexão thenar (figura 20) e raramente uma prega thenar encurtada foi observada (figura 21).

            Alguns exemplos de bifurcação através da extremidade distal na crista thenar foram observados (figura 18), mas estes nem sempre foram fáceis de separar da bifurcação da prega proximal e as pregas (superficiais) rasa no meio da palma, no entanto, elas não foram “tabeladas” no presente estudo.

            A prega thenar normalmente se junta à prega proximal transversa próximo à borda radical da palma (figura 22), mas algumas vezes a prega thenar apresentava uma terminação radial separada (dividida) e distinta (figura 23).

            A terminação radial foi mais comum em mulheres e na mão direita.

            Perstein, igualmente observou um excesso de terminação radial da prega thenar em mulheres.

            A tabela 5 mostra a freqüência das variações thenar.

            Como no caso das pregas transversas, houve uma considerável similaridade bilateral, mas observou-se uma propensão da ocorrência de variações numa das mãos somente.

            Todavia, a simetria da prega thenar foi a maior que a simetria das pregas transversas.

 

            Comentário

            Uma classificação simples das variações nas pregas de flexão palmar pode servir como um ponto inicial para investigações de seus significados clínicos. Com a pequena amostra estudada nesta reportagem é improvável que todas as variações na configuração destas 3 principais pregas flexionadas tenham sido incluídas.

            Todavia, foi evidente ainda que tenha sido uma pequena amostra, que a variação é certamente considerável. Algumas palmas tinham um grande número de pregas bastante superficiais as quais podem ter significado clínico, mas sua inclusão nesta investigação complicaria indevidamente as análises. Para direcionar um diagnóstico apenas um esquema simples não tem qualquer utilidade.

            Clínicas que acham difícil interpretar as configurações de sulcos delgado que constituem dermatoglyphics devem ser alertados para a possível presença de outras anomalias congênitas detectadas pela análise superficial das pregas palmares. É notável que o modelo dos sulcos e das dobras (flexão) das pregas são ambas “definidas” no útero e ambas estão sob controle genético.