Pesquisas sobre Reencarnação - Dr. Fiorini

Gilberto Schoereder

O delegado João Alberto Fiorini vem fazendo um trabalho exemplar de pesquisa cientifica na área da reencarnação, coletando casos e evidências em todo o pais, e submetendo-os a análise criteriosa.

O delegado João Alberto Fiorini – cujo trabalho foi apresentado na edição anterior de Espiritismo & Ciência – continua desenvolvendo seu trabalho de pesquisa cientifica na área da reencarnação, levantando uma série de casos que, na pior das hipóteses, apresentam enigmas interessantes e que merecem maior atenção. Já apresentamos a linha principal dessa pesquisa e agora vamos observar mais de perto alguns dos casos com os quais o pesquisador entrou em contato.

Fiorini se envolveu numa série de investigações, a principio tentando identificar impressões digitais de seres encarnados com as impressões daqueles que já desencarnaram. Ele está convicto de que será impossível encontrar duas impressões exatamente iguais, mas as possíveis semelhanças encontradas podem indicar um caminho interessante para a pesquisa.

Da mesma forma, outros sinais corpóreos – como marcas de nascença e outros traços marcantes – podem ser uma indicação segura para a pesquisa de reencarnação .

Nesse sentido, o delegado levantou alguns casos interessantes nos últimos meses. Um desses casos ocorreu em Alagoas – os nomes dos envolvidos não serão citados – e envolve o senhor J... desencarnado em 1987, e seu neto, nascido em 1999. O pai da criança resolveu entrar em contato com Fiorini devido a um sonho que teve. No sonho, apareceu-lhe um velho amigo de seu pai e ele aproveitou para lhe perguntar sobre seu genitor . A resposta foi que o senhor J.., "estava-se preparando para voltar", ou seja, reencarnar. Nessa época , sua esposa sequer estava grávida.

Alguns dias depois, sua irmã também teve um sonho no qual uma voz lhe avisava que "o próximo a nascer na família será o senhor J..." . A criança nasceu na data referida e apresentou alguns sinais interessantes que podem, de fato, indicar um caso de reencarnação.

Quando o senhor J... tinha cerca de 18 anos, sofreu um acidente com uma espingarda de chumbo para caça que disparou em sua mão direita. Apesar dos chumbos terem sido retirados, um permaneceu na junta do polegar direito provocando uma deformação que ele sequer se incomodou em tentar corrigir.

Mais tarde, já em idade avançada, tentou uma cirurgia – sem sucesso – de modo que seu polegar ficou permanentemente curvado para a palma da mão. O que chamou a atenção de todos, foi que alguns meses após o nascimento da criança, ficou comprovado que ela apresentava a mesma característica que o avó no polegar direito, ou seja este era levemente curvado para a palma da mão.

Outro detalhe também chamou a atenção de Fiorini ao investigar o caso. Antes do senhor J... falecer, ele teve um aneurisma cerebral do lado parietal esquerdo do cérebro o que paralisou todo o lado direito do corpo. Seu neto apresenta sinais de ser canhoto, o que levanta a possibilidade de que o aneurisma tenha influenciado o perispírito. Claro que isso não comprova um caso de reencarnação, mas é mais uma evidência que vem se somar às demais levantadas.

DIGITAIS

Na linha das impressões digitais, João Alberto Fiorini também teve acesso a um caso no Ceará, envolvendo a senhora M. L., desencarnada em 1989, e sua possível reencarnação, o menino J.V., nascido em 1999. Nesse caso, as impressões digitais das duas pessoas foram colhidas e submetidas a exame datiloscópico.

A estória chegou ao conhecimento de Fiorini por meio de um grupo espírita cearense e teve inicio quando a jovem F.A., que vivia na companhia de uma família desde sua infância, ficou grávida . As pessoas da família ficaram surpresas entendendo que aquele ser não estava para vir ao mundo por acaso, mas por determinação espiritual.

O passo seguinte, portanto, foi ter acesso aos irmãos instrutores espirituais informações a respeito da situação. A resposta deles foi que se tratava, na verdade, da citada senhora M.L. também relacionada á família e que havia desencarnado há poucos anos. Essa senhora teria uma necessidade de se reajustar com a Lei Divina e, dessa forma, renasceu em um corpo masculino pois somente assim poderia cumprir adequadamente sua missão.

Uma primeira avaliação das impressões digitais foi realizada constatando-se que elas são do mesmo padrão. O delegado Fiorini também apresentou as digitais para uma avaliação independente da primeira e o resultado foi que elas "apresentam coincidências em seu tipo fundamental"; ou seja, têm o mesmo padrão datiloscópico. O perito também comprovou que tanto a desencarnada quanto o encarnado possuem o mesmo número de linhas (doze) nas digitais.

Mais uma vez, é preciso que se diga que não se trata de uma comprovação cientifica de reencarnação, mas sim de mais uma evidência levantada nesse sentido. Fiorini destacou que é impossível existir duas impressões iguais, mas as semelhanças podem ser significativas e esse trabalho de coletar casos semelhantes vem se somar aos de outros pesquisadores como o diz Hernani Guimarães Andrade e o Dr. Ian Stevenson, que há anos vem recolhendo relatos de crianças que falam sobre vidas passadas em todo o mundo.

MARCAS NO CORPO

Fiorini foi convidado por uma família de Avaré (São Paulo) para investigar um caso que teve origem em 1971. Na época, um homem de 31 anos de idade foi vítima de um disparo acidental de arma de fogo vindo a falecer. A família disse que, após vinte anos, ele teria renascido como seu neto e que existiam fortes indícios nesse sentido.

"A partir daí", diz João Alberto, "passei a efetuar várias perguntas de praxe, além de estudar minuciosamente o inquérito policial, bem como suas peças complementares como certidão de óbito, auto de levantamento de cadáver, laudo de exame de corpo de delito, auto de exame de instrumento do crime e, por fim, um exame cardiológico chamado de ecocardiografia, o qual muito me chamou a atenção".

Pelo exame de auto de levantamento de cadáver, Fiorini percebeu que o calibre da arma em questão era 6,35 mm. Coincidentemente, o exame cardiológico da criança apresentava uma fissura interventricular medindo 6,00 mm no ventrículo esquerdo do coração; ou seja, o calibre da arma era quase o mesmo da fissura do coração. Posteriormente, a criança que hoje já tem 11 anos, faria uma cirurgia de coração para fechar o orifício interventricular.

Mais do que isso, Fiorini também solicitou um exame datiloscópico das impressões do falecido e da criança e o resultado foi que as impressões eram quase idênticas de tal forma que foram necessários vários dias para se encontrar pequenas diferenças entre elas . "Não tive mais duvidas !" , diz Fiorini .

"Estava diante de uma situação com fortíssimas evidências de reencarnação, embora o tempo de intermissão fosse de vinte anos".

Inicialmente, o caso foi tido como de um suicídio mas no relatório da autoridade policial, é dito que a esposa da vitima é de opinião que ocorreu um disparo acidental da arma uma vez que na oportunidade o marido não apenas estava calmo como também fazia planos para o futuro pensando em adquirir a casa onde residiam.

Esses casos podem somar-se a uma série de outros semelhantes acumulando evidências fortes no sentido de comprovar a reencarnação, desde que sempre analisados com o critério cientifico rigoroso proposto pelo delegado João Alberto Fiorini .

Quem tiver vontade de enviar relatos sobre situações que possam indicar reencarnação, pode escrever para a revista Espiritismo & Ciencia. Os relatos são sigilosos e enviados diretamente ao pesquisador Fiorini , que tomará as providências necessárias. As cartas podem ser enviadas para : Espiritismo & Ciência

Redação

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